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Real supercampeão da Espanha

Real supercampeão espanhol

POR: Paulo Vítor Trindade @paulovitort

O Real Madrid, nesse domingo, 13 de janeiro, se sagrou o primeiro campeão da nova Supercopa da Espanha. Mais uma vez a vítima na final foi o rival local, Atlético de Madrid, com quem los blancos já decidiram vários títulos. Ambos os times foram beneficiados pelo novo formato da competição, já que em condições normais, nenhum deles estaria lá.

A Supercopa da Espanha até a sua edição passada era uma competição de dois jogos, ida e volta entre o Campeão da LaLiga(nesse caso era o Barcelona) e o campeão da Copa del Rey(nesse caso era o Valência). Em caso de o mesmo clube vencer as duas competições, o vice-campeão da Copa del Rey receberia uma chance de revanche na Supercopa contra aquele que o derrotou na final da Copa do Rei. Contudo, o formato mudou em 2020 para um quadrangular final, entre os campeões e vice-campeões de ambas as competições. No caso de haverem times repetidos (como foi o caso do Barcelona que foi campeão da LaLiga e vice-campeão da Copa del Rey), então se abririam vagas para os times que ficaram abaixo do segundo lugar da LaLiga(foi o caso do Real Madrid que ficou em terceiro). A Supercopa seria disputada em duas semi-finais e uma final, todas em jogos únicos e decididos na Arábia Saudita.

A primeira semi-final foi entre Valencia e Real Madrid. O Real dominou o jogo e venceu com facilidade o atual Rei da Espanha por 3 x 1. A outra semi-final entre Barcelona e Atlético de Madrid foi muito mais disputada, mas o placar não condisse com o que foi o jogo. O Barcelona começou atrás, mas Messi e Griezmann viraram para os Catalães e a partir daí começou o bombardeio ao gol de Oblak. A equipe Blaugrana chegou marcar mais dois gols, mas o VAR anulou ambos, e assim o ânimo de um lado se tornou desespero do outro e vice-versa. O Atlético acordou e virou de novo. O Barcelona empatou, mas de novo teve seu gol anulado pelo VAR. A eliminação doeu bastante já que foi a terceira vez que a vitória escorria pelos dedos do Barcelona de Valverde. A primeira foi contra a Roma nas quartas de final da Champions 17/18(Ida: Barcelona 4 x 1 Roma. Volta: Roma 3 x 0 Barcelona) e a segunda contra o Liverpool nas semi-finais da Champions 18/19(Ida: Barcelona 3 x 0 Liverpool. Volta: Liverpool 4 x 0 Barcelona). É praticamente certo que a sequencia de resultados vexatórios em confrontos de mata-mata resultará na demissão do técnico.

Já na final, apesar do Real Madrid ter tomado a iniciativa, não conseguiu marcar seu gol e jogo foi para a prorrogação, onde os merengues sofreram com as alterações de Simeone, mas se seguraram bem. Vale ressaltar a incrível atuação dos goleiros de ambos os lados. O 0 x 0 persistiu e a decisão ficou para os pênaltis, em que o Real venceu facilmente por 4 x 1.

O Atlético segue com a fama de “eterno vice”, sendo que não há como esquecer as finais das Champions de 13/14 e 15/16 em que o Real venceu o rival na última hora. Na primeira, Sérgio Ramos empatou nos acréscimos, levando para a prorrogação, em que o Atlético foi subjugado. E na segunda, os galácticos também ganharam nos pênaltis. Esses dois clubes já se acostumaram a se encontrar em finais e leva-las até o último suspiro, tendo a predominância dos Colchoneros em território local, ou seja, conquistou títulos de Supercopa da Espanha e Copa del Rey em cima do Real Madrid, mas os Merengues levam vantagem quando o assunto é intercontinental, ou seja, Liga dos Campeões. Dessa vez, o Real foi predominante também, em território espanhol e conquistou o seu décimo primeiro título de Supercampeão da Espanha.      

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