Colunas & Blog's

Rei do Olé: um Bruxo chamado Ronaldinho

Ronaldinho…Ronaldinho. Pena que a idade e a hora de aposentar chega para todos. Outro dia, aquele garotinho dentuço irmão do Assis jogador do Grêmio nos anos 1990,estava batendo embaixadinha nas escolinhas do Grêmio. O seu irmão Assis, já sabia e avisava: Se acham que eu sou bom, esperem o que vem por aí. 

POR: Luiz Fernando Veloso @SuperVelloso


Lá no dia 21 de março de 1980, nasceu este garotinho que sonharia em jogar futebol quando estava na infância. Já na adolescência, este sonho começava a se trilhar. Lá em 1999, na estreia pela seleção brasileira, o mundo conheceu o grande jogador que estava trilhando aquele sonho de infância, que viria a conquistar toda uma geração de apaixonados por esporte. Não vou negar, eu aprendi a gostar de futebol quando via ele jogar na Europa, seja no Barcelona ou Milan (os times que eu acompanhava ele), e posteriormente esse gênio da bola voltou ao futebol brasileiro para tentar refazer seus grandes feitos nos gramados nacionais, pois já estava em uma fase não tão boa. A torcida gremista que o revelou para o futebol, preparava uma festa no Olímpico, casa do Grêmio até então, para receber a volta do seu filho, que quando saiu para o PSG, escolheu a porta dos fundos. Mas se voltasse ao Tricolor Imortal estaria perdoado.

Ronaldinho durante a infância (à esquerda) e Assis, seu irmão mais velho (à direita). / REPRODUÇÃO.

Ronaldo escolheu ir para o Flamengo. No inicio foram só flores, até que no dia 31 de maio de 2012 ele saiu do time, com 28 gols anotados e os títulos da Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Carioca (todos em 2011). No Mengão não teve tanto destaque, saiu novamente pelas portas do fundo. Seu grande destaque foi contra o Santos pelo Brasileirão na icônica batalha contra o até então garoto Neymar, que estava voando. 
Seu tempo sem clube após a saída do Rubro-Negro Carioca foi de apenas um final de semana, pois já no inicio da semana seguinte, R10 virava R49 (em homenagem ao ano de nascimento de Dona Miguelina, sua Mãe) e aparecia de surpresa no CT do Atlético Mineiro  – A Cidade do Galo – com o uniforme de treinamento e preparado para treinar. Nem os jogadores, nem torcida nem mesmo ninguém sabia do acerto, só haviam rumores que pareciam fracos surgidos de sábado para domingo.

Todos times que o craque chegava para assinar, era sempre com alvoroço, sendo recepcionado nos aeroportos e as torcidas fazendo a festa. Mas o jogador escolheu chegar de forma silenciosa ao Galo, bem o jeitinho mineiro desconfiado, com medo que dê errado. Ele disse que quando olhou o Alexandre Kaliu cara-a-cara gostou tanto do projeto e sentiu firmeza em suas palavras que decidiu ir imediatamente pro CT treinar. Kaliu virou Papai Kaliu para Ronaldinho, e os dois mantiveram uma linda história de amizade.

No Atlético, ele voltou ao seu futebol que consagrou ao mundo, ganhou (e foi eleito melhor jogador) da Libertadores de 2013, título inédito para o time e para o jogador.

Torcida do Galo abraça Ronaldinho e sua mãe em gesto de amor ao ídolo. / REPRODUÇÃO.

Quando chegou ao Galo, tinha contrato até fim de 2012, mas um fato fez com que quase que esse ciclo fosse encerrado antes: Dona Miguelina estava com câncer. A torcida abraçou a causa do seu já ídolo, levantou um bandeirão em homenagem e apoio a mãe do craque no jogo contra o Figueirense no Horto (Arena Independência). O jogador chorou e sentiu-se amado pela aquela nação alvinegra e sentiu que era a hora de ir com eles até o fim. Nesse jogo, Ronaldinho jogou como aquele garoto que rendeu gritos de “Olha o que ele fez, olha o que ele fez” lá em 1999, marcou 
4 gols e deu espetáculo.

Para muitos, no Atlético Mineiro, o Ronaldinho teve junto com a passagem no Barcelona seu melhor momento. / REPRODUÇÃO.

Ronaldinho também passou pelo Querétaro Fútbol Club, do México, e pelo Fluminense, no Brasil. Estas duas passagens foram apagadas e sem nenhum momento de destaque.

O Bruxo conquistou além de tudo, durante a linda e vitoriosa carreira, uma Copa do Mundo FIFA (2002), prêmio de melhor jogador do mundo em 2005 e 2006 (Contando BallonD’or e Prêmio da FIFA), Champions League pelo Barcelona em 2006, além de alguns campeonatos nacionais. Muita história, para um garoto que dizia que só pararia de jogar futebol quando o sorriso não estive em campo.

Ronaldinho apresentando a torcida do Barcelona seu feito. / REPRODUÇÃO.

Aos 8 anos, ele teve a pior sensação e fase da sua vida: seu Pai morreu. Dona Miguelina, Mãe guerreira, lutadora, batalhou e criou seus filhos sem o marido. Segurar a barra não foi fácil, Assis, por ser o mais velho, se assumiu o homem referencia na vida do pequeno garotinho dentuço “Ronaldinho”, ajudando como se fosse um pai na vida dele. Não é fácil segurar tudo que passou nos próximos anos, Ronaldinho entrava na adolescência e seu irmão se destacava com a camisa tricolor. Mas todos ao seu redor sentiam a força de vontade e talento que provinha dele.Com seu sorriso no rosto, talento no pé e seu jeito carismático, os deuses da bola “deixaram o garoto sonhar” e se tornou o nosso Bruxo, mentor de Messi no Barcelona, reconstrutor de histórias no Atlético e além de tudo, nosso eterno Rei do Olé! Obrigado por tudo, Bruxo.

Aguardem, sempre nesta coluna postaremos histórias de grandes clubes, jogadores e figuras do nosso esporte amado!

****A opinião deste texto é de extrema responsabilidade do colunista em questão, o InterferenciaExterna.com pode não demonstrar a mesma opinião sobre o assunto discutido.

Luiz Fernando Veloso

ADM do Interferência Externa, 18y, Jornalista, Amante do Esporte e um dos Fundadores do Interferência Externa!

Você também pode gostar...

Deixe uma resposta